Home Data de criação : 07/10/31 Última atualização : 11/10/17 11:17 / 29 Artigos publicados

Ele...S2  escrito em sexta 01 janeiro 2010 03:18

Blog de kamilakatrine :Anjo da escuridão, Ele...S2
Das primeiras palavras ao encontro Do encontro, a vontade de estar perto Da vontade de estar perto a declaração Da declaração ao questionamento (Por que eu te tiro o sono?) Do questionamento ao primeiro beijo Do primeiro beijo ao segundo, terceiro, quarto De todos os beijos a primeira festa juntos Da primeira festa ao abraço apertado (do lado de casa) Do abraço apertado a descoberta de todo um tempo errado... ...tempo do sim (querendo dizer não), do gosto (com desgosto). Apaixonada (poucos confessam)!!! Eu confesso!!!! Eu me apaixonei pelas primeiras palavras, pelo encontro (sorvete de passas agora é meu favorito). Aprendi a gostar de ficar até tarde acordada... Tive coragem pra dizer: Você está mexendo comigo! E com os beijos as borboletas mortas ressuscitaram e, deixam meu estômago esquisito agora...(estranhices de K.K) Festa de forró ganhou meu prestigio (da p/ ficar coladinha em vc) Salto (é possível... só p/ ficar mais alta que vc PQ EU FICO). Tirar a sandália no caminho de casa(também é possível...só p/ vc dizer que vai se acostumar com minhas leseras, rsrs) Beijo na despedida, abraço sincero, o coração batendo forte e o pensamento: Eu o esperei por tanto tempo! Sonolenta...agradecida...agora perto de Deus! Porque Deus está naquilo ou naqueles que nos fazem mais humanos, mais sensíveis... Quando estou ao seu lado, eu sou o que sou... Quando estou ao seu lado, Deus olha p/ mim... Tão rápido e já amo vc ( pelas conversas, por sempre me ouvir, pelo seu jeito de olhar e sorrir, pelo beijo e abraço...já faz parte de mim) Ps: Eu te prometo em 2010 te fazer a pessoa mais feliz desse mundo!!! Bjssssssssssssssss S2
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"Carta a D. - Hístória de um amor", de André Gorz  escrito em quinta 18 junho 2009 16:47

Blog de kamilakatrine :Anjo da escuridão, 'Carta a D. - Hístória de um amor', de André Gorz

Você está para fazer oitenta e dois anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que quarenta e cinco quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz cinqüenta e oito anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca. De novo, carrego no fundo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpo contra o meu é capaz de preencher.

Eu só preciso lhe dizer de novo essas coisas simples antes de abordar questões que, não faz muito tempo, têm me atormentado. Por que você está tão pouco presente no que escrevi, se a nossa união é o que existe de mais importante na minha vida? Por que, em Le Traître, passei uma falsa imagem de você, que a desfigura? Esse livro deveria mostrar que a minha relação com você foi a reviravolta decisiva que me permitiu desejar viver.

Por que, então, deixar de fora essa maravilhosa história de amor que nós tínhamos começado a viver sete anos antes? Por que eu não disse o que me fascinou em você? Por que eu a apresentei como uma coitadinha, "que não conhecia ninguém, não falava uma palavra de francês e que sem mim teria se destruído", se você tinha o seu círculo de amigos, fazia parte de um grupo de teatro de Lausanne e era esperada na Inglaterra por um homem determinado a se casar com você?

Na verdade, não explorei em profundidade aquilo a que me propunha ao escrever Le Traître. Para mim, ainda restam muitas questões a serem compreendidas e esclarecidas. Preciso reconstituir a história do nosso amor para apreender todo o seu significado. Ela foi o que permitiu que nos tornássemos o que somos; um pelo outro, um para o outro. Eu lhe escrevo para entender o que vivi, o que vivemos juntos.

Nossa história começou maravilhosamente, quase um amor à primeira vista. No dia em que nos encontramos, você estava acompanhada de três homens que pretendiam jogar pôquer com você. Você tinha cabelos auburn abundantes, a pele nacarada e a voz aguda das inglesas.

Tinha acabado de chegar da Inglaterra, e cada um dos três homens tentava, num inglês sofrível, captar a sua atenção. Você se mantinha soberana, intraduzivelmente witty, bela feito um sonho. Quando nossos olhares se cruzaram, eu pensei: "Não tenho chance nenhuma com ela". E logo soube que o nosso anfitrião já a havia prevenido: "He is an Austrian Jew. Totally devoid of interest".

Um mês depois cruzei com você na rua, fascinado por seus passos de dançarina. Depois, numa noite, por acaso, eu a vi de longe, saindo do trabalho e descendo a rua. Corri para alcançá-la. Você andava rápido. Tinha nevado. O chuvisco fazia cachos nos seus cabelos. Sem pôr muita fé, eu a convidei para dançar. Você simplesmente disse sim, why not. Era 23 de outubro de 1947.

Meu inglês era desajeitado, mas passável. Tinha se enriquecido graças a dois romances americanos que eu acabara de traduzir para a editora Marguerat. Durante essa nossa primeira saída, percebi que você havia lido um ito, antes e depois da guerra: Virginia Woolf, George Eliot, Tolstói, Platão...

Falamos de política britânica, das diferentes correntes dentro do Partido Trabalhista. De imediato, você já sabia distinguir entre o que é acessório e o que é essencial. Diante de um problema complexo, a decisão a tomar sempre lhe parecia óbvia. Você tinha uma confiança inabalável na justeza dos seus julgamentos.

De onde você tirava essa segurança? E, no entanto, você também teve pais separados; deixou-os cedo, um depois do outro; nos últimos anos da guerra, morou sozinha com Tabby, o seu gato, e dividia com ele a sua comida racionada. E, por fim, saiu do seu país para explorar outros mundos. Em que poderia lhe interessar um Austrian Jew sem um tostão?

Eu não entendia. Não sabia que ligações invisíveis se teciam entre nós. Você não gostava de falar do seu passado. Pouco a pouco, compreenderei que experiência fundadora nos tornou subitamente próximos um do outro.

Nos encontramos de novo. Fomos dançar mais uma vez. Vimos juntos Le Diable au corps, com Gérard Philipe. Há no filme uma seqüência em que a heroína pede ao sommelier para trocar uma garrafa de vinho já aberta e bem consumida porque, segundo ela, dava para sentir o gosto da rolha. Tentamos reeditar essa manobra numa boate, e o sommelier, depois de verificar, contestou o diagnóstico. Diante de nossa insistência, ele nos mandou às favas, com muita determinação: "Nunca mais ponham os pés aqui!". Fiquei espantado com o seu sangue-frio e a sua sem-cerimônia. Pensei comigo mesmo: "Fomos feitos para nos entendermos". Depois da terceira ou quarta saída, eu afinal beijei você.

Não tínhamos pressa. Eu despi o seu corpo com cautela. Descobri, miraculosa coincidência do real com o imaginário, a Vênus de Milo tornada carne. O brilho nacarado do pescoço iluminava o seu rosto. Mudo, contemplei longamente esse milagre de vigor e de doçura.

Compreendi com você que o prazer não é algo que se tome ou que se dê. Ele é um jeito de dar-se e de pedir ao outro a doação de si. Nós nos doamos inteiramente um ao outro.

Durante as semanas que se seguiram, nos reencontramos quase todas as noites. Você dividiu comigo o velho sofazinho afundado que me servia de cama. Ele tinha apenas sessenta centímetros de largura, e nós dormíamos apertados, um contra o outro. Além do sofazinho, meu quarto só tinha uma estante de livros feita de tábuas e tijolos, uma mesa enorme, atulhada de papéis, uma cadeira e um fogareiro. Você não se espantava com o meu cenobitismo. Também não me espantava que você o aceitasse.

Antes de conhecê-la, eu nunca tinha passado mais de duas horas com uma moça sem ficar entediado e sem deixá-la saber que eu me sentia assim. O que me cativava é que você me dava acesso a outro mundo. Os valores que dominaram a minha infância não existiam nele.

Esse mundo me encantava. Eu podia escapar ao entrar nele, sem obrigações nem pertencimento. Com você, eu estava em outro lugar; um lugar estrangeiro, estrangeiro a mim mesmo. Você me dava acesso a uma dimensão de alteridade suplementar - a mim, que sempre rejeitei toda identidade e juntei uma identidade na outra, sem que nenhuma fosse realmente a minha. Falando com você em inglês, eu fazia minha a sua língua. Até hoje continuo a me dirigir a você em inglês, mesmo quando você responde em francês. O inglês, que eu conhecia principalmente por você e pelos livros, desde o início foi para mim uma língua particular que preservava a nossa intimidade contra a irrupção das normas sociais circundantes. Eu tinha a impressão de construir com você um mundo protegido e protetor.

A coisa não teria sido possível se você tivesse um sentimento forte de pertencimento nacional, de enraizamento na cultura britânica. Mas não. Você mantinha, em relação a tudo o que é british, uma distância crítica que não excluía a cumplicidade com o que lhe é familiar. Eu dizia que você era uma export only, ou seja, um desses produtos reservados só para exportação, não encontráveis nem na própria Grã-Bretanha.

Nós nos interessamos passionalmente pelo resultado das eleições na Grã-Bretanha, mas só porque o que estava em jogo era o futuro do socialismo, não o do Reino Unido. A pior injúria que alguém poderia lhe fazer era explicar pelo patriotismo o partido que você tomava.

Disso eu ainda teria bem mais tarde uma prova, durante a invasão das Malvinas pelas forças argentinas. A um ilustre visitante, que pretendia explicar pelo patriotismo o partido que você havia tomado, você respondeu com rudeza que só os imbecis não conseguiam ver que a Argentina levava aquela guerra adiante para lustrar o brasão de uma execrável ditadura militar e fascista, da qual, por fim, a vitória britânica precipitaria o desmoronamento.

Mas estou antecipando as coisas. Durante aquelas primeiras semanas, encantava-me a liberdade que você manifestava em relação à sua cultura de origem, mas também a substância dessa cultura, tal como ela lhe foi transmitida quando pequena. Uma certa maneira de zombar das provações mais sérias; um pudor travestido de humor, e mais particularmente as suas nursery rimes ferozmente non-sensical e sabiamente ritmadas. Por exemplo: "Three blind mice/ See how they run/ They all run after the farmer's wife/ Who cut off their tails with a carving knife/ Did you ever see such fun in your life/ as three blind mice?".

Eu queria que você me contasse a sua infância em sua realidade trivial. Eu soube que você cresceu na casa do seu padrinho, uma casa na praia, com jardim; com o Jock, o seu cachorro, que enterrava ossos nos canteiros e depois não mais conseguia encontrá-los; soube que seu padrinho tinha um receptor de rádio cujas pilhas precisavam ser recarregadas toda semana. Soube que você costumava quebrar o eixo do seu triciclo descen- do o meio-fio sem se levantar; que na escola você resolveu escrever com a mão esquerda, e se sentou sobre as duas mãos, desafiando a professora que insistia em forçá-la a escrever com a direita. Seu padrinho, que tinha autoridade, falou que a professora era uma imbecil e passou-lhe uma descompostura. Compreendi então que o espírito da seriedade e o respeito à autoridade seriam sempre estranhos a você.

Mas nada disso dá conta da ligação invisível pela qual nós nos sentimos unidos desde o início. Por mais que tivéssemos sido profundamente diferentes, mas eu não deixava de sentir que alguma coisa fundamental era comum a nós, um tipo de ferida original - há pouco eu falava de "experiência fundadora": a experiência da insegurança.

A natureza desta não era a mesma para você e para mim. Não importa: para ambos, ela significava que não tínhamos um lugar assegurado no mundo, e só teríamos aquele que fizéssemos para nós. Nós tínhamos de assumir a nossa autonomia, e eu descobriria em seguida que você estava muito mais preparada para isso do que eu.

 

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Eu queria em 2009  escrito em quinta 01 janeiro 2009 19:40

Blog de kamilakatrine :Anjo da escuridão, Eu queria em 2009

1. ouvir as músicas de Avril bem altas, sem sentir vergonha.
2.
mandar uma amiga que me enche o saco direto P/ PUTA QUE A PARIU!!!
3.
ser mais religiosa
4.
colocar meus planos profissionais em ação ( pq ja foram pensados demais)
5.
aprender a tocar violão
6.
ir ao encontro da nova consciência em Campina
7.
terminar meus livros ( IRENE CASTRO/ O SEGREDO DAS ROSAS/ SOB A LUZ/ PASSÁROS NEGROS
8.
visitar a escola normal
9.
da uma palestra sobre Literatura em Santa Cruz
10.
levar uma banda de rock p/ Santa Cruz
11.
tomar banho de açude, de chuva, de bica
12.
assistír forest gump novamente, assistir E.T, Felicity, Dawson Creek e é claro One tree hill
13.ouvir a música da abertura de Artur novamente, ouvir a música de Samuca e Fran novamente, ver o ultimo beijo de Vivi e mosca novamente
14
conhecer a capital
15
ver que colocaram cabelos cacheados no Buddypoke
16.
me reunir com a galera inteira de Sousa, a turma antiga (ju, Ti, Di, Gi, Wo, FR, Te, Er,Ce, Ad, Ro, Ra, An,)
17.
pintar alguns quadros e ser reconhecida por isso
18.
conversar até tarde com Kelianny sobre nossos pensamentos, nossos idéais antigos, literatura, versão da história da Paraíba
19.
ser um poquinho melhor na Uni, p/ não me sentir mais lixo
20.
ver novamente a Irene.
21.
ler novamente Em algum lugar do passado/ As aventuras de Tom Sawer/ Blondina/ O diário de Anne Frank
21.
ficar com meus sobrinhos o máximo possível, respeitar meus pais e minha nova família.
22. ser feliz pelo menos esse ano....

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Carta ao amigo Junior  escrito em sábado 05 julho 2008 18:03

Blog de kamilakatrine :Anjo da escuridão, Carta ao amigo Junior

No momento em que os cabelos foram cortados, a praça foi substituída por um barzinho, a escola por uma faculdade, os melhores amigos por companheiros de trabalho, eu entendi que apesar das mudanças constantes, nossa essência ainda está por lá. Está num lugar repleto de conversas paralelas com fundo musical do Sisten of Down. Porque o segredo da amizade está em notar a presença ou a ausência do outro. E não tem um minuto sequer que eu não lembre de uma certa noite, em que nossa turma reunida caminhava pelas ruas escuras e frias daquela cidade, aparentemente monótona .

Lembrando disso, lembrei-me também de você e decidi te escrever. Quando me disseram que terias ido embora, se afastado, eu não pude acreditar. Algumas pessoas tornam-se especiais por falarem coisas interessantes, por serem engraçadas, mas você na turma era o sorriso, um incrível sorriso que salvava as piadas mal contadas, divertia-nos num momento difícil. Agora tudo parece vazio. Noite passada eu estava lembrando de alguns acontecimentos loucos, mas que marcaram a adolescência da nossa turma e sei que marcou a sua também : lembra da vez que eu e Gina ficamos presas no Banco, ou então daquele dia que o policial apontou a arma para Tiago, certo de que ele era um bandido. Não me esqueço das bagunças, das festas, das tentativas mal sucedidas da madrinha de César querendo levá-lo para a igreja, ou de Teo bêbado filosofando ou gritando “ a revolução”,. Agora as lagrimas começaram a cair. Mas vou continuar porque tenho que te fazer lembrar da gente. Então, lembra de sentarmos todos na praça do Bom Jesus, de conhecer casas “ mal assombradas”, que na verdade quem assombrava era a turma mesmo, de ir lá para o apartamento de Diana assistir filme, fazer feijoada ou então miojo, ir lá para varanda e reparar um pouquinho mais a cidade.Ouvir o bom e nunca velho Rock and Roll, agüentar ouvir a banda favorita de Woslley só porque o som era dele. Ir a festas e sermos colocados literalmente pra fora, combinar de ficar todo mundo junto até depois das cinco da manhã, sorrir com o guarda da praça ou com os muitos andarilhos que passaram por lá, de esperar chegar Setembro pra gente ir brincar no parque, jogar War, Banco Imobiliário. Saiba que eu tenho muita saudade daquele tempo e, que de vez em quando revejo nossos amigos e percebo que falta alguém.

Tiveram algumas novidades que acho que você precisava saber, César e Erickinho cortaram o cabelo, e pra falar em César, ele agora é pai. Rodrigo e Ana Paula casaram-se, eu e Fran terminamos ( incrível, né?), eu passei no vestibular, Gina também, parte dos meninos estão trabalhando, os outros se matando de estudar em casa e, o mais surpreendente Tiago depois de anos tentando conquistar Emy agora namora ela e, eles fazem um casal perfeito.

Vou parar de enrolar e finalizar essa carta te escrevendo uma coisa. Entendo que tiveram as palavras ruins, que machucaram, entendo também que nem sempre fomos todos amigos, que muita coisa veio a separar-nos. Mas não há sequer um dia em nossas vidas, que a falta de alguém querido não nos atrapalhe completamente. Sua falta me atrapalhou porque eu não sei mais sorrir sendo verdadeira, estou a esquecer a criança que eu era e, só você me fazia ainda olhá-la. Se por um instante essa carta tenha te feito sentir saudades, estaremos te esperando no próximo aniversário da turma, que só estará completo com a tua luz.

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Meus pés  escrito em quarta 25 junho 2008 12:26

Blog de kamilakatrine :Anjo da escuridão, Meus pés
                                                                                                                                                  

                                                       ( Kamila Katrine )

Não estavas a me olhar,

foi apenas um dos meus pensamentos

sem sentido.

 

Desde que você partiu a aliança

entre a dor e o êxtase.

Desde que colocou em pratos limpos,

que nada mais existia.

 

Desde aquele dia,

eu ando com a cabeça baixa,

sempre a olhar meus pés.

 

Mas até aí eu já tinha sofrido,

dessa vez foi diferente,não sofri.

É que esse negócio de sofrimento

é muito cansativo.

 

Encontrei motivos para sorrir,

até cheguei a acreditar em Deus,

mas eu só não entendi...

 

Aquele presente que me enviastes,

ainda não pude abri-lo.

Tenho medo que seja as fotos

daqueles dias gelados.

 

Tenho medo que seja

Todas as cartas que escrevi.

Tenho medo de passar assim todo o tempo.

 

Indo a caminho de casa,

o pensamento toma meus passos,

os problemas são unificados

na dor de ter perdido seu amor.

 

Ouço uma voz tremula passar ao meu lado

na ilusão,abro um sorriso

para um desconhecido.

 

Quando percebo,estou novamente

andando com a cabeça baixa,

olhando para os meus pés.

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